Você já deve ter apreciado o momento em que o Sol deixa de aparecer no horizonte. Mas quem sofre da Síndrome do Pôr do Sol não consegue apreciar a beleza desse fenômeno. Quando o dia começa a desaparecer, pode ser um momento perturbador e angustiante, particularmente para doentes idosos que apresentam quadro demenciais na doença de Alzheimer, nos quadros avançados de Parkinson, ou quem teve “derrame cerebral”. 

Sofrem de irritabilidade, agitação e confusão e, pior ainda, não reconhecem as pessoas e o local onde estão, e insistem para ir embora dali. Estima-se que a Síndrome do Pôr do Sol afete aproximadamente 30% dos pacientes com Alzheimer e outras demências, geralmente, no estágio intermediário da doença, desaparecendo conforme ela progride. 

Muitos fatores interferem e agravam a Síndrome: cansaço intenso; fome ou sede; mudanças de temperatura e de iluminação; necessidades não satisfeitas; mudanças bruscas de humor como tédio, tristeza, irritação, inquietação, aumento da ansiedade e agitação intensa; dificuldade de discernir a realidade de sonhos como confusão mental; delírios e alucinações como percepção de sons e coisas irreais; dores e infecções do trato urinário. 

Para ajudá-los, algumas dicas básicas para evitar ao máximo a síndrome começam por reduzir ao máximo o barulho dentro da residência, a bagunça ou o número de pessoas circulantes (mantenha perto os objetos, fotos dos familiares e a decoração de casa para criar um ambiente mais acolhedor e seguro). 

Uma rotina parecida com a que o doente tinha antes do agravamento de sua condição e atividades físicas pela manhã são importantes; uma hora de hidroginástica com água aquecida durante a tarde ajuda a retardar atrofias musculares e dores. Em seguida estimular a memória com uma terapia simples como pintura ou jogos. 

Também ajudam acender todas as luzes da casa desde o final da tarde, sem esperar que a noite chegue, fechar as cortinas ou persianas para diminuir as sombras e sempre manter uma luz fraca acesa à noite até por volta das 22h. 

Após todas as atividades do dia, com gasto de energia, o sono nem sempre precisará de remédios. Evite expor o doente a ruídos e estímulos visuais: se for assistir TV ou usar celular, coloque seu aparelho no modo silencioso e diminua ao máximo o brilho. 

Doenças demenciais são progressivas e não têm cura, sempre procure obter mais informações para esclarecimentos e poder continuar cuidando dos seus entes queridos. 

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