Enfrentando de peito aberto a quimioterapia na velhice

Algumas doenças não escolhem idade, sexo ou nacionalidade. Quando surgem, “o mundo cai’ para todos. Entre estas situações estão os tumores malignos. Na mulher, quase 30% dos canceres são na mama e nos homens, canceres na próstata. Quase todos necessitarão de cirurgia, quimioterapia ou radioterapia.

Durante décadas trabalhei num hospital oncológico e entendendo quais eram as dificuldades que muitos idosos apresentavam para o atendimento médico, abaixo estão algumas orientações para familiares ou cuidadores.

1- Explicação sobre o que é a doença

Com toda certeza notícia de um diagnóstico de tumor maligno é o processo mais doloroso e traumático.

A primeira coisa é explicar ao paciente e familiares o que é a doença, onde está localizado, qual o tamanho, qual o comprometimento no corpo, qual a possibilidade de cura total, quais são os tratamentos preconizados, o que devem fazer quanto ao trabalho e família, enfim, informar com máximo detalhe sobre a doença e como o doente, idoso e com algumas doenças associadas, devem seguir o curso da vida. Quase sempre será muito difícil.

2- Como será o tratamento

A segunda informação consiste nas formas de tratamento. Se será tratamento apenas com remédios, ou se terá que realizar cirurgia, ou poderá associar cirurgias e quimioterapia e radioterapia. Nem sempre todas as informações podem ser exatas, visto que a doença e o doente reagem de muitas formas.

Quanto à quimioterapia, uma forma muito frequente de tratamento contra o câncer, será imprescindível explicar com o máximo de detalhes, o que é, como é feita, o que utiliza e o objetivo principal. A quimioterapia é um tratamento que utiliza medicamentos para destruir as células doentes e são empregados medicamentos de várias maneiras: pela boca na forma de comprimidos, cápsulas e líquidos e pode ser feito em casa, ou administrado o remédio na veia, no musculo, debaixo da pele ou no canal da espinha dorsal e sempre no hospital.

3- Duração

A expectativa do paciente e dos familiares também reside em saberem quanto tempo durará o tratamento. De modo geral é planejado de acordo com o tipo de tumor e varia em cada caso, desde dias até meses, sempre com espaços de tempo entre eles. Importantíssimo que mesmo que o paciente sinta algum mal-estar ou desconforto, as aplicações não devem ser suspensas. Jamais o paciente ou familiar deverá suspender o tratamento, somente o médico.

Idosos que tem diagnóstico de tumores malignos, e que acrescentam as alterações próprias do processo de envelhecimento e doenças como hipertensão arterial, diabetes, têm sido valentes e reagido muito bem.

Você, filho, neste momento, mais do que nunca é essencial ao suporte dos seus queridos idosos.

Dê uma olhada no vídeo abaixo com mais informações:

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