Doença de Alzheimer – O que é? Causas, sintomas e tratamentos

Uma das doenças degenerativas mais devastadoras na terceira idade é a Doença de Alzheimer, que atinge 2 milhões de pessoas no Brasil. É uma doença sem cura, que pode levar à demência em pouco tempo. Atinge mais frequentemente a população acima dos 60 anos, mas há casos raros de pessoas com menos idade. 

A Doença de Alzheimer ainda é um desafio para os médicos. Trata-se de um mal crônico, em que o portador pode até ficar dependente de sua família ou de cuidados prestados por outra pessoa. É um desafio ainda maior para os portadores idosos da doença, que ficam à mercê de situações perigosas, muitas vezes caindo no ostracismo e até em demência severa.

alzheimer cuidar dos pais

O que é a Doença de Alzheimer?

Imagine-se percebendo que seu pai ou mãe idoso passa a ter comportamentos estranhos – como ciúme, apego exagerado, incompreensão sobre fatos corriqueiros, esquecimento de palavras, datas, acontecimentos, deixando de se lembrar de amigos e pessoas mais distantes. O idoso vai piorando com o tempo, deixando de se lembrar de fatos sobre si e sobre seus filhos e netos e até deixa de reconhecer algumas pessoas muito próximas. Passa a ter mania de perseguição e medo. Perde-se constantemente em lugares conhecidos e até dentro de casa. O que parece ser coisa da velhice se torna bem mais grave. Os familiares até podem pensar que se trata de esquizofrenia ou coisa do tipo. É assim que muitas vezes as famílias de portadores da Doença de Alzheimer descrevem os sintomas iniciais deste mal que cada vez mais atinge os idosos brasileiros e de todo o mundo.

A Doença de Alzheimer é uma doença degenerativa, com consequências sérias e que ainda não tem cura, sendo crônica. Ela afeta justamente as conexões das células do cérebro, e as próprias células se degeneram e morrem, comprometendo a memória e outras importantes funções mentais.

O sintoma mais comum é a perda de memória e confusão mental, que se tornam progressivos com o tempo. Assim, a Doença de Alzheimer é considerada uma doença neuro-degenerativo, que provoca o declínio das funções intelectuais, reduzindo as capacidades de trabalho e relação social e interferindo no comportamento e na personalidade. É justamente a sua memória mais recente que é afetada – o idoso com a doença pode se lembrar, por exemplo coisas da sua infância, mas não lembra o que comeu na última refeição; pode se lembrar de que foi casado, mas não sabe como voltar para casa sozinho. Além disso, pode ter a capacidade de aprendizado, atenção, orientação, compreensão e linguagem, bem como a sua autonomia quanto à higiene pessoal e a alimentação bem reduzidas.

Muitos dos idosos que têm Alzheimer moram em casa com a família. É uma rotina de cuidados bem intensa, uma vez que a pessoa com a doença deve ser observada 24 horas por dia. A segurança passa ser uma preocupação constante entre seus cuidadores, muitas vezes sendo preciso querer a sua interdição, bem como os benefícios do INSS para o cuidado integral.

Há maiores chances de ter a doença a partir dos 60 anos, em plena terceira idade. Há 15 milhões de pessoas têm Alzheimer, sendo que nos Estados Unidos é a quarta causa de morte de idosos entre 75 e 80 anos, perdendo em números para o infarto, o derrame e o câncer.

Quais os sintomas mais comuns da Doença de Alzheimer?

Não é fácil para o especialista definir se a pessoa está com Doença de Alzheimer, ainda mais quando a doença está na sua fase inicial. Há sintomas muito parecidos com os de outras doenças degenerativas. Também não é fácil quando o paciente recebe a notícia quando ainda tem consciência sobre a sua condição. Tudo muda de repente, e é preciso começar a se preparar para viver com o diagnóstico.

No filme Para sempre Alice, ganhador do Oscar em 2015, a angústia de receber a notícia sobre a doença foi muito bem retratada, assim como a evolução e o papel da família no cuidado da paciente. No filme, a paciente é professora universitária que, em pouco tempo toda a referência de quem ela era ou se tornou passa a desaparecer, e a própria Alice se torna uma pessoa sem lembranças – sequer um esboço da mulher que foi. Ela passa a se perder em lugares conhecidos e até mesmo dentro da sua própria casa. Passa a não mais saber quem é e nem se lembra dos próprios filhos. É uma ótima indicação para aqueles que estão procurando entender a Doença de Alzheimer.

A doença não reduz o estado de consciência. O paciente responde tanto aos estímulos internos quanto aos externos. O portador está em estado de alerta constante e percebe o que acontece em sua volta. Para cada pessoa, os sintomas ocorrem de forma diferente – alguns podem ficar agressivos, outros com ciúme, outro ficam mais teimosos quando cometem erros, e assim por diante. Os sintomas mais comuns são a perda da memória e os distúrbios de comportamento.

Veja neste vídeo alguns sintomas da Doença de Alzheimer percebido pela pessoa cuidadora:

Por fora, o portador da doença parece bem saudável, mas em todas as fases Mesmo irá precisar de assistência ao longo das 24 horas do dia. O quadro da doença evolui rapidamente, em média, por um período de cinco a dez anos, quando eles vêm a falecer.

Consulte todas as informações sobre a Doença de Alzheimer e indicações de tratamento no site da Associação Brasileira de Alzheimer.

Tratamentos

O tratamento para a Doença de Alzheimer conseguem retardar ou amenizar os sintomas, mas a doença não tem cura. Além dos medicamentos que ajudam quanto ao déficit de memória, o desequilíbrio químico do cérebro, retardo dos sintomas, é possível que o médico recomende ainda os calmantes e neurolépticos, para o controle da agressividade, depressão e confusão mental. Todo e qualquer medicamento só deve ser dado ao idoso com Doença de Alzheimer conforme a recomendação médica. Outros tratamentos como acompanhamento psicológico, terapias ocupacionais, etc., podem ser úteis.

À família, cabe oferecer todos os tratamentos possíveis para que o idoso possa controlar os seus sintomas. Ter o acompanhamento médico é fundamental em todas as fases da doença. É preciso ter muita paciência e até mesmo relevar falhas de comportamento do idoso, que não tem culpa por sua condição. A interdição muitas vezes é necessária, principalmente quando há riscos para o paciente que fogem do controle da família. E mesmo quando há a interdição, a interação com a família é muito importante e deve ser garantida.

Veja como o portador da Doença de Alzheimer pode recuperar a memória lendo este artigo.

Demências: descubra neste vídeo curto as causas principais e uma abordagem para lidar com elas.

Compartilhar: